Ser engajado não é a mesma coisa que ser produtivo

Ser engajado não é a mesma coisa que ser produtivo

De acordo com pesquisas recentes, cerca de apenas 13% dos empregados do mundo todo são engajados em seus trabalhos e esse número tem se mantido nesse patamar durante anos. Muitas companhias investem alto para identificar e aumentar o engajamento de seus funcionários e, consequentemente, subir os nívei de felicidade e produtividade.

No entanto, é preciso atentar para o fato de que “engajamento” é um termo ambíguo. Dependendo da maneira como é medido, pode representar satisfação no emprego, investimento emocional na causa, vontade de investir esforços ou advogar a favor da empresa. Contudo, enquanto muitos estudos sugerem que aumentar o engajamento leva a melhora de resultados nos negócios, um olhar mais profundo sobre essas informações sugere que isso pode não ser exatamente verdade no âmbito individual.

Por exemplo, de acordo com o estudo conduzido por Ryan Fuller (CEO Co-fundador da VoloMetrix, empresa líder em análise de pessoas adquirida pela Microsoft em 2015) e Nina Shikaloff (Gerente de Programa Sênior da Microsoft) o engajamento medido pela declaração “Empresa X é um ótimo lugar para trabalhar” poderia ser mais como um reflexo do jogo de indivíduos para a cultura corporativa. Se a cultura desse lugar é “confortável”, então um empregado engajado, que se encaixa nos moldes, será feliz, mesmo que não seja produtivo.

Por outro lado, alguém que pode estar em uma verdadeira “missão para mudar o mundo” poderia ser incrivelmente produtivo, mas, ao mesmo tempo, ser totalmente desvinculado da empresa, por crer a cultura do lugar não dialóga com ele.

Em última análise, às empresas cabe escolher qual o tipo de cultura que querem otimizar e descobrir a melhor maneira de medi-la. Contudo, dado que todas as ideias, produtos e resultados de negócios costumam vir de atividades dos funcionários, é provável que estes se sintam constantemente inspirados pelos lugares onde trabalham e sejam capazes de impulsionar os resultados de suas empresas.

(*Com informações de Harvard Business Review)

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