Experiência como autônomo: vale a pena colocar no currículo?

Experiência como autônomo: vale a pena colocar no currículo?

Atualizado em 27/10/2020

A mudanças e as transformações no mundo vem se acelerando, agora ainda mais, frente esse período desafiador. E para isso é necessário se adaptar a esta nova realidade e repensar alternativas de carreira.

A Carreira Proteana

Neste cenário, chamamos a atenção por um modelo de carreira, cada vez mais em voga, que é o modelo de carreira proteana. O conceito é apresentado por Douglas T. Hall, na década de 70, como um diferencial frente à carreira organizacional. Esse termo é oriundo do deus Proteu da mitologia grega, que possuía a habilidade de mudar de forma quando necessário ou quando desejava. O conceito da carreira proteana parte do pressuposto de que as variadas experiências, treinamentos, trabalhos ajudam a moldar a escolha do indivíduo e mais, de que esse indivíduo entende de que a carreira é de sua responsabilidade e será construída mediante suas escolhas.

Tendências apontadas em 2014 pela Global HR Advisory Webcast, já mostravam que a força de trabalho em 2020, seria composta por 40% freelancers ou prestadores de serviço. Quando vemos esse cenário de grandes mudanças, somadas a esse tão relevante conceito, notamos que precisamos quebrar nossos estereótipos e repensarmos o modo de atuação e mais, precisamos entender que carreira não são cargos e não está atrelada somente ao corporativo, mas deve e pode estar em nossos currículos, LinkedIn, pois são essas experiências que nos compõem como profissionais.

Experiência Autônoma

Diante desse novo mindset, devemos trazer as experiências autônomas sempre que essas forem relevantes, e em especial, se essas estão em congruência com a sua história profissional para se somarem aos currículos. Para isso será importante incluir as informações com clareza em seu perfil, expondo o que obteve de conhecimento técnico e comportamental, ajudando a sua chance de se destacar ainda mais para futuras posições corporativas desejadas.

Para o primeiro contato com o recrutador, é primordial que contenha todas as experiências relevantes de sua trajetória profissional e, se o período como autônomo ou informal for uma delas, aproveitar para destacar, em especial mostrando o gerenciamento que você vem realizando sobre sua história profissional.

Para somar suas experiências a Clave preparou algumas dicas para que você possa inserir as de autônomo da melhor forma:

  1. O ideal é manter o trabalho como autônomo no campo “última experiência” (caso essa realmente a última), uma vez que no currículo apenas destacamos os cargos mais recentes e/ou de maior relevância;
  2. No descritivo da posição, destacar informações como: o que você faz/fazia, qual é o principal desafio enfrentado diante deste momento de sua carreira, quais são os seus clientes chaves, como está contribuindo nos projetos em que está inserido, além dos resultados obtidos. Assim, o avaliador terá em mãos insumos palpáveis de seus feitos neste período;
  3. Evite dizer simplesmente “autônomo”. Ao invés disso, escolha palavras como “Partner” ou “consultor” para descrever seu cargo. Exemplo: “Consultor de TI” ou “Partner da Tech Consultoria”;
  4. Se o nome do seu negócio não demonstra claramente o tipo de trabalho que você realizou, inclua essa informação no título da experiência. Exemplo: “Falcão Consultoria” – Empresa prestadora de serviços de tecnologia;
  5. Peça referências aos seus clientes sobre seu trabalho, para que você tenha em destaque esses depoimentos, mostrando como suas entregas contribuíram ao negócio deles.
  6. Coloque telefone e e-mail de referências profissionais dos clientes e/ou parceiros que você teve contato durante esse momento para deixar comprovada sua prática e competências.

Para que o recrutador possa identificar que houve uma movimentação significativa diante dessas experiências e, além disso, que você se manteve atualizado em sua área de atuação e em movimento, mesmo diante de cenários incertos. frisar essas informações é de suma importância. Isto demonstra que o profissional é capaz de ser versátil e se reinventar, e esses comportamentos são extremamente valiosos em um processo de seleção e podem  te destacar diante de outros perfis.

Em suma, mostre seu valor, quem é você, seu gerenciamento sobre sua carreira, apresentando uma trajetória profissional consistente. 

E uma dica final, conte sua história profissional usando de técnicas de storytelling, ou seja, demonstrando conexão entre os fatos, apresentando resultados e cases realizados, deixando claro o quanto por todas as diferentes experiências, formaram o profissional extraordinário que você é.

Ingrid Emerick

É psicóloga, Head of Talent Acquisition and Talent Management da Clave Consultoria, atua há mais de 15 anos em projetos nacionais e internacionais de Atração e Seleção. Especialista em mapeamento de perfil, para apoiar as empresas em suas tomadas de decisão mais assertiva.

Katharine Dias

É Consultora de Recursos Humanos na Clave Consultoria, atua em Atração & Seleção e Assessment. Graduada em Administração de Empresas e certificada na ferramenta DISC pelo E-Talent. Experiência em multinacionais e empresas nacionais, atuando com mapeamento de profissionais.

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