Como utilizar os jogos no trabalho em 04 etapas

Como utilizar os jogos no trabalho em 04 etapas

 

Gameficação no Trabalho

Como utilizar os jogos no trabalho em 04 etapas

Não é novidade que os games ganharam espaço no mundo corporativo. Mas, hoje em dia, eles ultrapassaram as paredes das chamadas salas de descompressão – aqueles ambientes dedicados ao lazer dentro das empresas – e se tornaram realidade de trabalho.
Segundo Andrea Krug e Felipe Azevedo, sócios-diretores da E-Guru&Clave, empresa especializada em mapeamento de pessoas e criação de jogos corporativos no Brasil, os games têm tido sido usados em três aplicações: seleção, identificação de modelos de competências e desenvolvimento.
Além disso, técnicas de gamificação aparecem, cada vez mais, como alternativa para aumentar a motivação das equipes. É o que defende o psicólogo Fernando Seacero, fundador da i9ação, empresa de treinamentos corporativos.
“Os jogos têm muito a ensinar aos teóricos de liderança”, diz ele que criou o termo: líder play, para chefes que aproveitam a lógica dos games para engajar as pessoas.
A seguir confira os exemplos do uso de jogos e suas técnicas no dia a dia de trabalho.

1. Seleção

Pergunte a um jovem se ele prefere participar de uma seleção fazendo provas ou participando de jogos. Em geralAndrea, percebe, na prática, o quanto a segunda opção é mais atrativa.
“Quando se propõe game, em vez de uma prova, o ganho é de 20% a 30% em número de candidatos que completam a etapa”, diz.
Seacero concorda: “o game traz o engajamento das pessoas que dele participam”, afirma.
A Clave tem comoAndrea cita como exemplo o projeto de seleção de narradores esportivos desenvolvido para o SporTV. A partir da construção de um perfil de referência do profissional de narração, a E-Guru&Clave desenvolveudesenvolvemos um game online.
“O jogo simulava os desafios da profissão”, conta.
Entre outras ações, os candidatos tinham que narrar uma partida de futebol por 20 minutos, e podiam escolher narrar também natação, tênis ou basquete.
Por ser online o game permitiu que milhares de candidatos participassem desta etapa de seleção. Dos mais de 11 mil inscritos, 5 mil completaram todo o desafio.

2. Identificação de pontos fortes e fracos

Outro uso apontado pela E-Guru&Clave possível para os jogos no mundo corporativo está ligado ao mapeamento de perfis de referência dentro das organizações.
Foi o caso de um game que a empresa desenvolvidoeu para a área de atendimento dao cliente da Vivo. Primeiro, foi identificado o perfil de referência para atendimento, que, em seguida foi desdobrado em uma lista competências.
A partir desse modelo, a E-Guru&Clave criou-se um game de mapeamento (assesment), que mediu os pontos fortes e fracos da equipe da área de relacionamento e negócios. Mais de 5 mil funcionários participaram do jogo.

3. Aumento da motivação

A lógica dos jogos pode ser aplicada no dia a dia para aumentar o engajamento das equipes nas atividades, diz Seacero. Como? Propondo desafios ao grupo. “Em um jogo corporativo, todos devem ter missões com objetivos definidos”, diz.
Outro ponto importante é oferecer o feedback imediato e um sistema de recompensas, afinal estes são dois dos segredos da atratividade dos jogos.

4. Treinamento

O desenvolvimento de habilidades é, hoje em dia, o objetivo mais frequente dos games no mundo corporativo, segundo os sócios da E-Guru & Clave. Mas, de acordo com eles, o game deve ser um dos instrumentos de desenvolvimento. “Uma ferramenta complementar. O game nunca é um fim, masé sempre um meio”, diz. Felipe.
Nesse link você encontra uma versão simplicada desenvolvida pela E-Guru&Clave Consultoria e E-Guru para os leitores de Exame.com de um game de desenvolvimento de habilidades de feedback, liderança e relacionamento com vários perfis diferentes no trabalho.
O game também pode ser uma atividade de desenvolvimento complementar a um projeto de e-learning, por exemplo”, diz Felipe.
Bom jogo!