março 4, 2020

Publicado por: Clave Consultoria

7 passos simples para se tornar um profissional indispensável no futuro

Muito temos ouvido falar sobre o futuro do trabalho, mas você já parou para pensar nessa pergunta?

Quem você quer ser no futuro?

O que garante que as competências que desenvolvemos até hoje ainda serão importantes no futuro?
De acordo com o Relatório Anual Global de Tendências de Capital Humano da Deloitte – 2019, a aprendizagem ganha destaque quando falamos sobre prontidão para o novo mercado de trabalho.

Nesse contexto, surge o conceito de lifelong learning, ou aprendizagem ao longo da vida, em tradução livre. O termo se refere a busca contínua, voluntária e auto-motivada pela atualização, conhecimento. Segundo a Lifelong Learning Council Queensland (LLCQ), instituição que difunde o conceito ao redor do mundo, a ideia é traduzida como “um aprendizado que é perseguido durante a vida: um aprendizado que é flexível, diverso e disponível em diferentes tempos e lugares. O lifelong learning cruza setores, promovendo aprendizado além da escola tradicional e ao longo da vida adulta”.
Certamente temos muito a discutir sobre o tema, mas nesse momento focaremos em outro tópico, que, aliás é o tema deste artigo, “o que preciso fazer para me manter competitivo?”

Selecionei abaixo 7 dicas valiosas:

 

1. Esteja atento aos problemas que precisarão ser resolvidos no futuro

Para os nascidos antes de 2000, certamente se lembram da Blockbuster. Era uma das gigantes do setor de entretenimento, alvo de investidores e provedora de serviços de locação de filmes e games.
E qual foi o erro que a levou do sucesso à queda?!
Ignoraram o que acontecia ao redor. Nessa época a programação de pay-per-view e a cabo estava se tornando mais importante.
E hoje? Quais são os problemas do futuro na sua área? Para onde ela caminha? E principalmente, como você pode se antecipar a isso?
Nesse ponto é importante ser curioso em relação a novos aprendizados. Ouviu falar de alguma tecnologia ou serviço novo? Pesquise um pouco para entender melhor. Pode não ser nada, mas pode ser a próxima grande mudança no mercado.
O relatório Accenture Tech Vision, de 2019, aponta que as transformações digitais não ocorrem de forma isolada. As pessoas estão equipadas e capacitadas pela tecnologia e passam a incorporá-la para desempenhar funções que já existem, só que de maneiras completamente novas – E essa capacidade de absorção de novas tecnologias já é um fator determinante para o sucesso das empresas.
 

2. Exercite seu networking com outras áreas e outras empresas para ter insights de novos problemas e/ou oportunidades

Tendemos a viver nas nossas “bolhas” e vejo muito comumente as pessoas das mesmas empresas não interagirem com colegas de outras áreas. Ok. E o que ganho com isso?
Suponhamos que você domine vários temas, mas certamente existem coisas com as quais não saberá lidar e precisará de ajuda. É exatamente este o momento de acionar aquele colega que é especialista justamente no que você precisa. Sua rede de contatos funcionará como um guia de aprendizado, com insights confiáveis e fontes seguras para buscar informação.
 

3. Busque novas fontes de informação

Antes as fontes de informação eram basicamente via jornal e/ou livros. Diga-se de passagem, eu aprendi muita coisa na boa e velha Barsa. Hoje as fontes de pesquisa são diversas e precisamos fazer apenas uma curadoria do conteúdo.
Procure identificar os provedores de conteúdos de qualidade e use, também, seu networking para ter dicas de materiais, leituras, podcasts e outras fontes de informação.
 

4. Fique atento à sua taxa de depreciação do conhecimento

Sabia que “perdemos” cerca de 400 horas por ano de tudo que aprendemos?!
Na prática, isso quer dizer que se não aprender nada novo, o conhecimento que adquiriu na sua graduação de cinco anos em breve será completamente obsoleto.
Ao contrário do que se pensava, a formação não é um processo de etapas, que depois de cumpridas, credenciam o profissional de forma definitiva. Nossa formação é um processo contínuo, que vai sendo direcionada de acordo com as demandas profissionais e, também, com a nossa leitura de cenários futuros.
Nesse sentido, você deve se perguntar: O que eu preciso saber hoje e o que vou precisar saber no futuro próximo?
 

5. Crie suas próprias trilhas de aprendizagem

Estabeleça os conteúdos que precisa aprender e crie seu próprio cronograma. Busque livros, vídeos e artigos relacionados ao seu foco.
Uma boa dica é ler textos sobre tendências de mercado na sua área e procurar se adiantar a essas demandas futuras. Converse com profissionais e procure participar de eventos e grupos de discussão para aumentar seu leque de opções de conteúdo e se aprofunde naqueles que você achar que são mais importantes ou urgentes.
 

6. Saia do estado de letargia

Não espere que a mudança venha da organização! Seja dono da sua própria carreira e esteja preparado antes da oportunidade chegar.
Nós sabemos que com a rotina fica difícil fazer isso, então uma boa dica é separar um tempo na sua semana, dedicado exclusivamente ao aprendizado. Aproveite também os chamados “tempos perdidos” como deslocamentos para o trabalho e use-os de forma produtiva. Você pode ler ou ouvir um livro, podcasts e até mesmo fazer algum curso online nesse tempo.
 

7. Tenha consciência dos seus gaps para potencializar suas fortalezas

Ter consciência dos nossos gaps e demonstrar vulnerabilidade ao contrário do que se pensava, não é sinônimo de fraqueza, e sim de coragem como bem contextualiza Brené Brown.
Para a construção de equipes de alta performance, “a confiança é a certeza, entre seus membros, de que todos têm boas intenções e de que não há motivos para ficar na defensiva ou ter reservas em relação ao grupo” (Patrick Lencioni – Os 5 Desafios das Equipes). O alcance de um nível de confiança com base na vulnerabilidade é extremamente desafiador e requer que os “membros se mostrem vulneráveis e que tenha a certeza de que suas vulnerabilidades – fraquezas, falta de habilidades, problemas interpessoais, erros e pedidos de ajuda – não sejam usadas contra eles”.
Certamente não conseguimos adivinhar o que acontecerá em 2040, mas podemos nos antecipar ao que acontecerá nos próximos cinco anos.
 

Vamos começar?

Débora Honda é sócia diretora da Clave Consultoria, atua há mais de 15 anos em projetos de ganho de performance e aprendizagem nos principais setores da economia. Especialista em Mapeamento de Perfil com projetos nacionais e internacionais de transformação do ambiente organizacional. Pesquisadora sobre os impactos da transformação digital no futuro do mercado de trabalho, já auxiliou grandes companhias na construção de suas estratégias de Talent Management.